domingo, 6 de fevereiro de 2011

Antiga Bênção Celta

Que o caminho venha ao teu encontro.
Que o vento sempre sopre às tuas costas
e a chuva caia suave sobre teus campos.
E até que voltemos a nos encontrar,
que Deus te sustente suavemente na palma de sua mão.
Que vivas todo o tempo que quiseres
e que sempre possas viver plenamente.
Lembra sempre de esquecer as coisas que te entristeceram,
porém nunca esqueças de lembrar aquelas que te alegraram.
Lembra sempre de esquecer os amigos que se revelaram falsos,
porém nunca esqueças de lembrar aqueles que permaneceram fiéis.
Lembra sempre de esquecer os problemas que já passaram,
porém nunca esqueças de lembrar as bênçãos de cada dia.
Que o dia mais triste de teu futuro
não seja pior que o dia mais feliz de teu passado.
Que o teto nunca caia sobre ti
e que os amigos reunidos debaixo dele nunca partam.
Que sempre tenhas palavras cálidas em um anoitecer frio,
uma lua cheia em uma noite escura,
e que o caminho sempre se abra à tua porta.
Que os anjos te protejam, e o céu te acolha.
E que a sorte das colinas Celtas te abrace.
Que a boa sorte te persiga, e a cada dia e cada noite tenhas
muros contra o vento, um teto para a chuva, bebidas junto ao fogo, risadas que consolem aqueles a quem amas,
e que teu coração se preencha com tudo o que desejas.
Que Deus esteja contigo e te abençoe, que vejas os filhos
de teus filhos, que o infortúnio te seja breve e te deixe rico de bênçãos.
Que não conheças nada além da felicidade, deste dia em diante.
Que Deus te conceda muitos anos de vida;
com certeza Ele sabe que a terra
não tem anjos suficientes…
...e assim seja a cada ano, para sempre!

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Testamento Natural

Testamento Natural

Autor: André Luiz (espírito)

Por muito aspire o homem ao isolamento pertencerá ele à coletividade que lhe plasmou o berço, da qual recebe influência e sobre a qual exerce influência a seu modo.

Alguém pode, sem dúvida, retirar-se da atividade cotidiana com o pretexto de garantir-se contra os erros do mundo, mas enquanto respira no mundo, ainda que o não deseje, prossegue consumindo os recursos dele para viver.

Qualquer pessoa, dessa forma, deixa ao desencarnar, a herança que lhe é própria.

No que se refere às posses materiais, há no mundo testamentos privados, públicos, conjuntivos, nuncupativos, entretanto, as leis divinas escrituram igualmente aqueles de que as leis humanas não cogitam, os testamentos naturais que o espírito reencarnado lega aos seus contemporâneos através dos exemplos. Aliás, é preciso recordar que não se sabe, a rigor, de nenhum testamento dos miliardários do passado que ficasse no respeito e na memória do povo, enquanto que determinados gestos de criaturas desconsideradas em seu tempo são religiosamente guardados na lembrança comum.

Apesar do caráter semilendário que lhes marcam as personalidades, vale anotar que ninguém sabe onde teriam ido os tesouros de Creso, o rei, ao passo que as fábulas de Esopo, o escravo, são relidas até hoje, com encantamento e interesse, quase trinta séculos depois de ideadas.

A terra que mudou de dono várias vezes não é conhecida pelos inventários que lhe assinalaram a partilha e sim pelas searas que produz.

Ninguém pode esquecer, notadamente o espírita, que, pela morte do corpo, toda criatura deixa a herança do que fez na coletividade em que viveu, herança que, em algumas circunstâncias, se expressa por amargas obsessões e débitos constringentes para o futuro.

Viva cada um, de tal maneira que os dias porvindouros lhe bendigam a passagem.

Queira ou não queira, cada criatura reencarnada, nasceu entre dois corações que se encontram por sua vez ligados à certa família – família que é célula da comunidade.

Cada um de nós responde, mecanicamente, pelo que fez à Humanidade na pessoa dos outros.

Melhoremos tudo aquilo que possamos melhorar em nós e fora de nós.

Nosso testamento fica sempre e sempre que o mal lhe orienta os caracteres é imperioso recomeçar o trabalho a fim de corrigi-lo.

Ninguém procure sonegar a realidade, dizendo que os homens são como as areias da praia, uniformes e impessoais, agitados pelo vento do destino.

A comunidade existe sempre e a pessoa humana é uma consciência atuante dentro dela.

Até Jesus obedeceu a semelhante dispositivo da vida.

Espírito identificado com o Universo, quando no mundo, nasceu na Palestina e na Palestina teve a pátria de onde nos legou o Evangelho por Testamento Divino.

Psicografia de Chico Xavier.

Livre-Arbítrio e Providência

Livre-Arbítrio e Providência

Autor: Léon Denis

Um dos problemas que mais preocuparam os filósofos e os teólogos é o do livre arbítrio: conciliar a vontade e a liberdade do homem com o fatalismo das leis naturais e com a vontade divina, parecia tanto mais difícil quanto um cego acaso parecia pesar, aos olhos de muitos, sobre o destino humano. O ensinamento dos espíritos esclareceu o problema: a fatalidade aparente que semeia de males o caminho da vida, não é mais que a conseqüência lógica do nosso passado, um efeito que se refere a uma causa, é o cumprimento do destino por nós mesmos aceito antes de renascer, e que nossos guias espirituais nos sugerem para nosso bem e nossa elevação.



Nas camadas inferiores da criação, o ser não tem ainda consciência; apenas a fatalidade do instinto o impele, e não é senão nos tipos superiores da animalidade que surgem, timidamente, os primeiros sintomas das faculdades humanas. A alma, jungida ao ciclo humano, desperta para a liberdade moral, o juízo e a consciência desenvolvem-se cada vez mais no curso de sua imensa parábola: colocada entre o bem e o mal, ela faz o confronto e escolhe livremente, tornada sábia pelas quedas e pela dor; e na prova, sua experiência forma-se e sua força mental se afirma.



A alma humana, livre e consciente, não pode mais recair na vida inferior: suas encarnações sucedem-se na dos mundos, até que, ao fim de seu longo trabalho, tenha conquistado a sabedoria, a ciência e o amor, cuja posse a emancipará para sempre das encarnações e da morte, abrindo-lhe a porta da vida celeste.



A alma alcança seus destinos, prepara suas alegrias ou dores, exercendo sua liberdade, porém, no curso de sua jornada, na prova amarga e na ardente luta das paixões, a ajuda superior não lhe será negada e, se ela mesma não a afasta, por parecer indigna dela, quando a vontade se afirma para retomar o caminho do bem, o bom caminho, a providência intervém e propicia-lhe ajuda e apoio, Providência é o espírito superior, o anjo que vigia na desventura, o Consolador invisível cujas inspirações aquecem o coração enregelado pelo desespero, cujos fluidos vivificadores fortalecem o peregrino cansado; providência é o farol aceso na noite para salvação daqueles que erram no oceano proceloso da existência; providência é, ainda e sobretudo, o amor divino que se derrama sobre suas criaturas. E quanta solicitude, quanta previdência neste amor. Não suspendeu os mundos no espaço, acendeu os sois, formou os continentes, os mares, para servir de teatro à alma, de campo aos seus progressos? Esta grande obra de criação cumpre-se somente para a alma, para ela combinam-se as forças naturais, os mundos deixam as nebulosas.



A alma é nascida para o bem, mas para que ela possa apreciá-lo na justa medida, para que possa conhecer-lhe todo o valor, deve conquistá-lo desenvolvendo livremente as próprias potencialidades: a liberdade de ação e a responsabilidade aumentam com sua elevação, pois quanto mais ela se ilumina mais pode e deve conformar a sua obra pessoal às leis que regem o universo.



A liberdade do ser é exercida, pois, em um círculo limitado, parte pelas exigências da lei natural que não sobre violações ou desordens neste mundo, parte pelo passado do próprio ser, cujas conseqüências se refletem sobre ele através dos tempos, até a completa reparação.



Assim o exercício da liberdade humana não pode obstar, em caso algum, a execução do plano divino, sem o que a ordem das coisas seria continuamente perturbada: acima de nossas vistas limitadas e variáveis, permanece e continua a ordem imutável do universo. Somos quase sempre maus juizes daquilo que é nosso verdadeiro bem; se a ordem natural das coisas devesse dobrar-se aos nossos desejos, que espantosas perturbações não resultariam disto?



A primeira coisa que o homem faria, se possuísse liberdade absoluta, seria afastar de si todas as causas de sofrimento, e assegurar para si uma vida plena de felicidade: ora, se existem males que a inteligência humana tem o dever e os meios de conjurar e destruir, como os que provêm do ambiente terrestre, outros existem que são inerentes à nossa natureza, como os vícios, que somente a dor e a repressão podem domar.



Neste caso a dor torna-se uma escola, ou antes, um remédio indispensável, pelo qual as provas são apenas uma repartição equânime da infalível justiça: é por ignorar os fins desejados por Deus, que nos tornamos rebeldes à ordem do mundo e às suas leis, e se elas são suscetíveis de nossas críticas, é apenas porque ignoramos o seu oculto poder.



O destino é conseqüência de nossos atos e de nossas livres resoluções: no suceder-se das existências, na vida espiritual, mais esclarecidos sobre nossas imperfeições e preocupações com os meios de eliminá-las, aceitamos a vida material sob a forma e nas condições que nos parecem adequadas a atingir esta finalidade. Os fenômenos do hipnotismo e da sugestão mental explicam-nos o que acontece em tais casos, sob a influência de nossos protetores espirituais; no estado de sonambulismo, a alma empenha-se a realizar uma certa ação em certo momento, por sugestão do magnetizador, e, despertada, sem recordar aparentemente a promessa, executa com exatidão o ato imposto. Assim o homem não conserva lembrança das resoluções que tomou antes de renascer, mas, chegada a hora, afronta os acontecimentos previstos, e participa deles na medida necessária ao seu progresso, ou ao cumprimento da lei inexorável.

sábado, 15 de janeiro de 2011

ATENÇÃO SERGIPANOS!!!!!! CAMPANHA AJUDA RIO....REGIÃO SERRANA!

ATENÇÃO SERGIPANOS!!!!!!
CAMPANHA AJUDA RIO....REGIÃO SERRANA!
Saiba como ajudar as vítimas da chuva no RJ

Reunião
...
Ainda de acordo com o major, a Defesa Civil de Sergipe já iniciou um planejamento e manteve contato com a Defesa Civil do Rio de Janeiro, para definir que tipo de ajuda será enviada às vítimas da chuva. Uma reunião foi realizada na manhã desta sexta-feira, 14, na capital e ficou definido, de acordo com orientação do Rio de Janeiro, que inicialmente os sergipanos deverão doar fraldas descartáveis e colchonetes.
Vários parceiros estão envolvidos nesta campanha e a população de Aracaju e do interior do Estado poderão fazer a sua parte e enviar inicialmente esses materiais que foram solicitados. Manteremos contato permanente com a Defesa Civil do Rio e assim que novas solicitações sejam feitas, informaremos a população de Sergipe", disse o major Gilfran Mateus.

PONTOS DE ENTREGA DE DOAÇÕES!
* Vale ressaltar que no momento a necessidade é por fraldas descartáveis e colchonetes.

EM ARACAJU.

ASES

Rua Campos, 496, São José.


CDL

Rua Santa Luzia, 571, São José.


Colégio Arquidiocesano

Rua Dom José Thomaz, 194, São José.


Mesa Brasil - SESC

Rua Dom José Thomaz, 235, São José.

ACESE

Rua José do Prado Franco, 557, Centro.

NO INTERIOR
Nossa Senhora da Glória

CDL
Caixa Econômica Federal
FM Boca da Mata
Portal "Sou de Glória"

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Quem me responde?


Quem me responde?
Será possível?
"Tudo é possível" (Lucas 18:27)
E se eu me cansar?
"Eu te darei o repouso" (Mateus 11:28-30)
Quem me ama?
"Eu te amo" (João 3:16 & João 13:34)
Terei condições?
“Minha graça é suficiente” (II. Corintos 12:9)
Que saída eu tenho?
"Eu guiarei teus passos" (Provérbios 3:5-6)
Será que posso fazer?
"Você pode fazer tudo" (Filipenses 4:13)
Como me livrarei da angustia?
"Eu te livrarei da angustia" (Salmos 90:15)
Será que valerá a pena?
"Tudo vale à pena" (Romanos 8:28)
Quem me perdoará?
"Eu te perdôo" (I Epistola de São João 1:9 & Romanos 8:1)
Será que conseguirei?
"Eu suprirei todas as suas necessidades" (Filipenses 4:19)
Por que tenho medo?
"Eu não te dei um espírito de medo" (II. Timóteo 1:7)
Por que tudo me frustra e preocupa?
"Confiai-me todas as suas preocupações" (I Pedro 5:7)
Como mostrarei o meu talento?
"Eu te dou sabedoria" (I Corintos 1:30)
Por que tenho pouca fé?
"Eu dei a cada um, uma medida de fé" (Romanos 12:3)
Estou só...
"Eu nunca te deixarei nem desampararei" (Hebreus 13:5)
Quem me responde?
“Eu sou aquele que esteve contigo na sua chegada e
que estará contigo na tua partida”.
12/01/2011
SBernardelli
Publicado no Recanto das Letras em 13/01/2011

domingo, 9 de janeiro de 2011

Ficar por Último



Se você precisar de descanso ,
não descanse muito mais que o necessário,
Porque ferro parado enferruja, água estagnada apodrece...
E além disso, talvez, mais tarde, falte tempo para terminar
a tarefa da existência.... E é trágico demais morrer inacabado.

Se você for alegre e feliz,
não ria alto demais, para que a sua gargalhada não
vá tornar mais doloroso o gemido de alguém na casa ao lado.

Se, nas dores, você soluçar,
faça-o baixinho, bem no fundo, bem lá dentro,
para não apagar algum sorriso no semblante de alguém,
no andar de cima.

Se você escorregar na estrada da existência e
ate mesmo cair mais de uma vez,
não fique deitado no solo, clamando o destino,
porque lhe falta muito caminho por andar e, além disso,
você só vai atrapalhar a passagem dos outros
que podem tropeçar no seu corpo caído...
E se e triste cair, muito mais triste ainda é
levarmos alguém na nossa queda.

Se, algum dia, talvez, você perder a linha e
der vazão ao grito, a cólera, a revolta, com ganas de
quebrar o mundo ao seu redor, não arrebente tudo,
porque atrás de você, vem muita gente ainda
que deseja encontrar o mundo inteiro e belo.

Se você encontrar a semente ou
a muda do raro arbusto da FELICIDADE,
não vá plantá-lo em seu quintal todo cercado,
mas sim ao lado de um caminho freqüentado para que
muitos possam descansar à sua sombra e
comer seus frutos sem pagar.

Mas se encontrar apenas o caminho que
leva a esta árvore bendita,
não vá por ele sozinho: fique alerta e de pé,
a entrada dele, com um braço estendido assim...
como uma flecha, dizendo:
FELICIDADE, AMIGO?...VENHA POR AQUI!

Não se incomode de ficar por último
porque todo o que passar a sua frente vai dizer:
"Obrigado" e dar-lhe um bom sorriso.
E quando, enfim, você chegar,
depois de todo condecorado,
iluminado de sorrisos recebidos,
verá que os outros estarão à sua espera para que
você entre primeiro.

HÉLDER SALVADOR DE LIMA
Do livro: UMA ROSA ME DISSE

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

São coisas da vida, meu rapaz!

"Se as coisas são inatingíveis... ora! Não é motivo para não querê-las. Que tristes os caminhos, se não fora a presença distante das estrelas!"
(Mario Quintana)

Algumas expressões que ouvimos, repetidamente, costumamos guardar na memória. Principalmente, aquelas que dizem respeito a certas experiências que passamos durante o processo vital.

São frases, que tanto nos momentos de alegria e confraternização, quanto nos momentos de tristeza e consternação, encontram-se presentes, "vivas", expressando o sentimento individual e coletivo.

As "coisas da vida" são acontecimentos que experenciamos, mas que não damos a devida importância por considerá-los previsíveis ou "imprevisíveis" como são as fatalidades que fazem parte de nossa existência...

O que atribuímos às "coisas da vida", representa um conformismo em relação ao que não conhecemos ou em relação ao que conhecemos como hábitos rotineiros que podem ser nossos ou de outras pessoas.

A expressão "são coisas da vida" conforta, acomoda a situação em si, induz a compreensão superficial da experiência, mas não explica nem estimula a uma compreensão mais profunda dos acontecimentos da vida.

Nos bastidores de muitas expressões usuais entre nós, percebemos o medo, o conformismo e a aceitação em forma de visão materialista da vida, isto é, a vida passa e nos contentamos com o trivial sem irmos atrás de respostas que alarguem os nossos horizontes além da ótica das limitações sensoriais.

Não desafiamos o "improvável", o misterioso, o enigma. Preferimos atribuir os acontecimentos ao óbvio, à fatalidade ou às "coisas da vida" que vêm e que passam sem conhecermos as suas causas nem os seus efeitos sobre nós.

Na cultura materialista, a percepção do "ver para crer" aguarda que fenômenos ou milagres aconteçam para podermos questionar a existência sob um novo ponto de vista. Caso contrário, permanecemos céticos a acontecimentos que nos sensibilizam, mas que preferimos atribuir de uma forma simplória às "coisas da vida".

Muitas de nossas crises, de origem psicológica ou espiritual, estão associadas ao medo do desconhecido. Bloqueio que nos mantêm ligados à percepção materialista da vida, o que impede a expansão consciencial no seu sentido transcendente.

Ora! A transcendência é uma característica inerente à natureza humana. Por que, então, a inconsciente anulação deste extraordinário instrumento de evolução, se podemos usá-lo em nosso benefício e em benefício de outras pessoas, de forma consciente?

A transcendência, de "portas abertas", convida-nos a acessar o lado obscuro de nossa inconsciência, a fim de que o medo do desconhecido seja, gradualmente, revelado à luz do conhecimento...

O terceiro milênio abre as portas da mente humana para que o "porão" do inconsciente seja arejado e purificado pela energia dos novos tempos de transformações. Nesse alvorecer iluminado, o medo do desconhecido de si mesmo deixa de ser um empecilho no processo evolutivo para tornar-se uma necessidade de adaptação ao novo mundo.

À medida que expandimos a mente, as "coisas da vida" passam à dimensão do que elas realmente representam no contexto vital em comunhão com o universo, porque tudo está conectado, ligado interdimensionalmente, e nada explica-se de uma forma isolada ou confusa.

A fecundação, o desenvolvimento do feto, o nascimento, o desenvolvimento da criança, a juventude, a maturidade, a velhice e a morte, assim como os acontecimentos imprevisíveis entre essas fases, aos quais denominamos "fatalidade", infortúnio, sorte ou azar, revelam-se naturalmente à luz do conhecimento.

Basta, para isso, desafiarmos o medo do desconhecido para não repetirmos a vida inteira a expressão "São coisas da vida, meu rapaz!" O que evidencia o quanto limitamos a nossa capacidade de expansão sem percebermos que além dessas "coisas" existe um universo de possibilidades a ser desbravado pelo conhecimento.

Psicoterapeuta Interdimensional.

www.flaviobastos.com

Semeando Rosas

Uma Rainha de Portugal, de nome Isabel, ficou conhecida por sua bondade e abnegada prática da caridade.
Ocorre que seu marido, o Rei D. Diniz não gostava das excursões da Rainha, pelas ruas da miséria.
Muito menos das distribuições que ela fazia entre os pobres. Não podia admitir que uma mulher nobre deixasse o trono das honras humanas para se misturar a uma multidão de doentes, famintos e mal vestidos.
A bondosa Rainha, no entanto, burlava a vigilância de soldados e damas de companhia e buscava a dor nos casebres imundos, levando de si mesma e de tudo o mais que pudesse carregar do palácio.
Não levava servas consigo, pois isto seria pedir a elas que desobedecessem às ordens reais.
Era humilhante, segundo o seu marido, o que ela fazia. Como uma Rainha, nascida para ser servida, realizava o trabalho de criados, carregando sacolas de alimentos, roupas e remédios?
Certo dia, ele mesmo a foi espreitar. Resolveu surpreendê-la na sua desobediência. Viu quando ela adentrou a despensa do palácio e encheu o avental de alimentos.
Quando ela se dirigia para os jardins do palácio, no intuito de alcançar a estrada poeirenta, nos calcanhares da fome, ele saiu apressadamente do seu esconderijo e perguntou:
Aonde vai, senhora?
Ela parou, assustada no primeiro momento. E, porque demorasse para responder, ele alterou a voz e com ar acusador, indagou:
O que leva no avental?
Levemente ruborizada, mas com a voz firme, ela finalmente respondeu:
São flores, meu senhor!
Quero ver! Disse o rei, quase enraivecido, por sentir que estava sendo enganado.
Ela baixou o avental que sustentava entre as mãos e deixou que o seu conteúdo caísse ao chão, num gesto lento e delicado.
Num fenômeno maravilhoso, rosas de diferentes tonalidades e intensamente perfumadas coloriram o chão.
Consta que o Rei nunca mais tentou impedir a rainha da prática da caridade.
*   *   *
Para quem padece as agruras da fome, sentindo o estômago reclamar do vazio que o consome; para quem ouve, sofrido, as indagações dos filhos por um pedaço de pão, umas colheres de arroz, a cota de alimento que lhes acalme as necessidades é semelhante a um frasco de medicação poderosa.
Para quem esteja atravessando a noite da angústia junto ao leito de um filho delirando em febres, as gotas do medicamento são a condensação da esperança do retorno à saúde.
Para quem sente as garras afiadas do inverno cortar-lhe as carnes, receber uma manta que o proteja do vento gélido é uma ventura.
Por isso, quem leva pães, agasalho e conforto é portador de flores perfumadas de vários matizes.
*   *   *
Há muitos que afirmam que dar coisas é alimentar a preguiça e fomentar acomodação.
Contudo, bocas famintas e corpos enfermos não podem prescindir do alimento correto e da medicação adequada.
Se desejarmos os seres ativos, envolvidos com o trabalho, preciso é que se lhes dê as condições mínimas. Não se pode ensinar a pescar alguém que sequer tem forças para segurar a vara de pesca.

Redação do Momento Espírita.
Em 27.12.2010.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

NÃO ENTREGUE A VIDA... LUTE


http://www.imagenesdefantasia.com/imagenes/1-imagenes-hadas-g.jpg
NÃO ENTREGUE A VIDA... LUTE
 Como se comportar diante de uma doença ou após uma cirurgia

Você pertence àquele grupo de pessoas que uma vez adoecendo, ou após ter sofrido uma intervenção cirúrgica, procura deitar-se, chorar, reclamar, torturar-se, curtindo um mau humor e ficando dependente de médicos, enfermeiros/as, familiares e empregados???? Bem, isto é o que mais podemos ver acontecer com os seres humanos.
Não entregue a vida... Lute. Sim, é isto mesmo. A vida nos pertence por uma dádiva divina. Somos seu principal guardião e responsável em cuidar de cada momento da sua existência, e isto até o final de nossos dias.
Temos que cuidar de nossos momentos em qualquer situação sejam eles quando estivermos vivenciando as glórias da vitória, do prazer, da alegria e do amor, ou seja, eles quando trilharmos as dores, os sofrimentos, as amarguras, as cirurgias e as doenças.
Nos bons momentos tudo parece ficar muito fácil, considerando que a vida está leve, solta e com os ventos batendo na proa e os caminhos abertos para seguir em frente. Já nos piores momentos tudo se apresenta nebuloso com dificuldades para serem transpostas, barreiras invisíveis se apresentam, o mau humor tende a se fortalecer, a impaciência e a intolerância transformam em armas de defesa, e assim o ser humano utilizando mau seus próprios recursos, amargará por mais tempo, trazendo mais infortúnio para si mesmo, até que novos horizontes quebrem essa rotina.
Voltando ao nosso tema central, chamo a sua atenção para cuidar-se melhor em situações diante de doenças, cirurgias, dores, dificuldades para se locomover, dificuldades para banhar-se e até mesmo para alimentar-se.
Em primeiro lugar é importante elevar-se com a auto-estima, não permitir que o mau humor tome conta, evitando reclamar contra qualquer coisa, e em segundo lugar faça a sua parte, esforçando-se para caminhar com suas próprias pernas, banhando-se e alimentando-se sozinho, esforce-se em evitar a dependência, brinque e sorria, e com isso fará o tempo esgotar-se de forma mais rápida.
Pare e reflita. Tudo é passageiro. Assim sendo o que é melhor: fazer com que o “sofrimento” desapareça rapidamente e você volte à normalidade ou prolongar a sua dor, contaminando aqueles que estiverem ao seu lado oferecendo-lhe ajuda?
Por outro lado, algumas dicas para você se libertar mais cedo de uma cama: procure levantar e se possível caminhar sozinho ou com a ajuda de alguém ou de algum equipamento, saia do quarto e vá para outro ambiente, se puder entre em automóvel e de um passeio por mais bobo que seja, como por exemplo, tomar um sorvete na padaria da esquina, tente voltar a praticar suas habilidades de escrever, ler, visitar a internet, enviar alguns emails, abrir suas cartas, pagar suas contas dentro do mais breve tempo possível.
É fácil. Se ocupe e se preocupe com sua vida, não dando espaço para que nada e ninguém roubem seus momentos, pois eles são seus e é você quem decidirá o que fazer com eles.
Viva feliz e sorridente.
Gerson Ferrari