quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Semeando o futuro

Semeando o futuro :: Thais Accioly ::

Toda vez que fazemos uma escolha em nossa rotina diária eqüivale a plantarmos uma semente, que determina nosso destino.


Algumas sementes germinam rapidamente, e fica fácil perceber a correlação entre nossas decisões e os frutos que elas nos oferecem. Outras demoram bastante para germinar, o suficiente para não nos lembrarmos no futuro de que os frutos doces ou amargos são advindos do que semeamos no passado.


Quantos de nós já foram surpreendidos por tormentas, tempestades, sem saber de onde vieram, e após uma breve reflexão concluímos que se tivéssemos feito isto ou aquilo, escolhido diferente, nossas vidas não estariam naquele estado?

Os que fazem escolhas de forma consciente e responsável têm uma relação mais saudável com os eventos que se desdobram em suas vidas.

Percebem a correlação, a conexão entre seus propósitos, suas decisões internas, suas atitudes e a reação que provocam.


Porém, parte das pessoas, fazem escolhas de forma impulsiva, motivadas por interesses mesquinhos, egoístas, por revolta ou desejo de vingança. Muitos escolhem desejando se omitir, exercendo seu livre arbítrio com irresponsabilidade, e sem consciência das repercussões que virão.


Aqueles que se sentem injustiçados pela vida ou pelo governo; que se acham mal amados pelos pais ou pelos filhos; que são revoltados contra os patrões ou contra os empregados; que criticam a tudo e a todos, seguindo em suas vidas sempre tentando encontrar culpados para sua desdita, para justificar seu mal estar, ou aquilo que não deu certo em seu caminho, são candidatos a fazerem escolhas que geram infelicidade para si e ao seu redor. Porque decidem motivados pelo pessimismo, por pena de si, ou aconselhados pelo mau humor e pelo rancor.


Quando votamos temos responsabilidade individual com o futuro que escolhemos para nosso país, para nosso estado, mesmo que ignoremos isso. E a semente lançada através do voto vai germinar e gerar frutos doces ou amargos no jardim de nossas casas.

Consciência é a resposta, diria o filósofo Robert Happé.

Para tomarmos qualquer decisão, seja ela relacionada ao voto, ao emprego, à vida pessoal, na escolha da palavra certa a ser proferida, ou da atitude mais apropriada, precisamos estar conscientes de quem somos, do que realmente queremos, de quais são nossos ideais, e se esta escolha está coerente com a vida que sonhamos para nós.

É preciso se perguntar se esta decisão trará felicidade para si e para a vida dos que estão ao redor, ensina o Dalai Lama, em seu livro A arte da Felicidade, para fazermos escolhas plenas de harmonia e saúde, e que gerem felicidade.

E após orar, analisar, refletir com coragem e disposição, ou ainda, meditar por um tempo sobre as intenções e o resultado da escolha, buscarmos agir sempre de forma coerente com quem somos e com aquilo de melhor que almejamos para a vida. Lembrando sempre que a meditação é imprescindível nestes momentos, pois, ela nos coloca em contato com o Divino interno, ajudando a que nossas personalidades estejam em contato perfeito com nossas almas, na hora das decisões, e assim podemos ser guiados pelo nosso melhor, pelo nosso lado mais sábio, amoroso e amadurecido.


Também podemos tomar algumas gotas de essências florais nestas fases, quando temos que fazer escolhas, de maneira sábia, amorosa e consciente.

Cito, então, algumas essências florais que se tornam úteis quando precisamos decidir algo, e que tanto podem ser usadas juntas, numa mesma fórmula de essências florais, quanto utilizadas separadamente. Elas podem ser manipuladas em farmácias de homeopatia, e tomadas quatro gotas quatro vezes ao dia, até que se sinta forte o suficiente para tomar uma decisão de forma apropriada *:

Cerato (Florais de Bach) – para acessarmos nossa intuição e nossa sabedoria interior, aprendendo a confiar em ambas;


Scleranthus (Florais de Bach) – para sermos capazes de tomar decisões claras e coerentes;


Wild Oat (Florais de Bach) – facilita estarmos em contato com nosso Eu Superior, e nos deixarmos guiar por sua sabedoria, fazendo escolhas que estejam em conexão com nosso propósito de vida na Terra e com quem somos verdadeiramente;


Willow (Florais de Bach ou do Alaska) - para aprendermos a assumir responsabilidade pelos acontecimentos em nossas vidas, abrindo mão do rancor, ou do desejo de encontrar culpados para nosso sofrimento;


Mandacaru (Filhas de Gaia) – traz capacidade de aceitarmos a vida com gratidão, e a possibilidade de sairmos da postura de resistência frente às adversidades da vida, gerando adaptabilidade e força de ação;


Prickly Wild Rose (Alaska) – possibilita uma conexão de amor com a vida, ajudando-nos a aprendermos a celebrar a vida; isto nos possibilita a fazermos escolhas que tragam alegria e bem estar para nós e para os que estão ao nosso redor;


Wild Íris (Alaska) – essência para criarmos uma vida que seja uma verdadeira obra de arte, ativando nossa criatividade; isto implica em tomarmos atitudes e decisões que nos permitam co-criar uma vida bela;


Five Corners (Bush Flowers Essence) – fortalece a auto estima, o amor por si mesmo, o que nos auxilia a fazermos escolhas mais saudáveis para nossas vidas;


Forget me not (Florais da Califórnia) - para estarmos em sintonia com os nossos guias espirituais, quando se pede ajuda, através da oração; facilitando entrarmos numa sintonia elevada na hora de tomarmos uma decisão;


Angélica (Florais da Califórnia) - amplia a conexão com as esferas Angélicais, ajudando-nos a sentirmos o amparo que vem ao nosso encontro, em momentos de decisão ou de desafios;


Mullein (Florais da Califórnia) – para sair da confusão, ter clareza de propósito e estar em intensa sintonia com uma consciência interior elevada. Essência floral para não sofrer pressão social e ser capaz de ouvir a voz de sua alma, deixando-se por ela guiar.


* Esta pequena lista de essências florais não pretende abranger todos os aspectos de cura envolvidos na tomada de decisão consciente; há diversas essências florais que podem ajudar os indecisos e aqueles que procuram fazer escolhas de forma amorosa e responsável. Cito somente 11 essências florais, dentre muitas, que possam juntas auxiliar em fases de decisão.

Entre parênteses, está o sistema ao qual pertence cada essência floral.

Thais Accioly é uma amiga do Site.
Conheça o Interativo dos Florais.
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Recadinho

Recadinho

Bom Fim de Semana

Sopre as Cinzas

Sopre as Cinzas -
      ©Silvia Schmidt 

            Sopre as Cinzas
            - só por sacanagem -

      Quem feriu você já feriu e já passou.
      Lá na frente encontrará o inevitável retorno
      e pelas mãos de outrem será ferido também.
      A Vida se encarregará de dar-lhe o troco
      e você, talvez, nem jamais fique sabendo.

      O que importa de verdade é o que você sentiu
      e, mais importante, é o que ainda você sente:

      Mágoa? Rancor? Ressentimento? Ódio?

      Você consegue perceber que esses sentimentos
      foram escolhidos por você?
      Somos nós que escolhemos o que sentir
      diante de agressões e de ofensas.

      Quem nos faz o " mal " é responsável pelo que faz,
      mas NÓS somos responsáveis pelo que sentimos.
      Essa responsabilidade tem a ver com o Amor que
      devemos e temos que sentir por nós mesmos.

      O ofensor fez o que fez e o momento passou,
      mas o que ficou aí dentro de você?

      Mágoa?
      - Você sabia que de todas as drogas ela é a mais cancerígena?
      Pela sua própria saúde, jogue-a fora.

      Rancor?
      - Ele é como um alimento preparado com veneno irreconhecível:
      dia mais, dia menos, você poderá contrair doenças
      de cujas origens nem suspeitará.

      Ressentimento?
      - Pois imagine-se vivendo dentro de um ambiente
      constantemente poluído, enfumaçado, repleto de
      bactérias e de incontáveis tipos de vírus:
      é isso que seu coração e
      seus pulmões estão tentando aguentar.
      Até quando você acha que eles vão resistir?

      Ódio?
      - Seus efeitos são paralisantes.
      Seu sistema imunológico entrará em conflito com esse
      veneno que com o tempo poderá colocar você
      face a face com a morte e talvez muito tarde
      você venha a perceber que melhor seria ter deixado
      que seu agressor colhesse os frutos do próprio plantio.

      Por seu próprio Bem e só pelo seu Bem, perdoe.

      O perdão o libertará e o fará livre para ser feliz.
      Esqueça o " mal " que lhe foi feito.
      Deixe que seu ofensor lembre-se dele através das
      consequências com que, certamente, virá a arcar.

      Mude seu destino ... seja o comandante da sua nau!
      Escolha o melhor caminho para sua " viagem ".

      ... e se outras vezes o ferirem, perdoe ...
      Perdoe ... nem que seja só por sacanagem !

            No livro " Sorte É Prá Quem Quer "

PEREGRINOS E FORASTEIROS

PEREGRINOS E FORASTEIROS

Emmanuel

Francisco Cândido Xavier
“Amados, peço-vos, como a peregrinos e forasteiros.” (I – Pedro:- 2-11)
É digna de nota a atitude de Pedro, em se dirigindo às comunidades do cristianismo de todas as épocas.

O apostolo sabia que sua carta seria lida, muitas vezes, por imperadores, príncipes, juizes, generais, soldados e doutores, no curso dos tempos, entretanto, não se animou a apelar aos discípulos numerosos, catalogando as especificações de seus títulos terrestres.

Simão considerou mais acertado dirigir-se a todos, mordomos e operários, convocando-os como peregrinos e forasteiros.

Semelhante resolução iluminou a sua epistola, conferindo-lhe claridades novas.

A Terra poderá criar numerosas designações para organizar as suas zonas de trabalho ou destacar o esforço de seus filhos, mas cada discípulo não poderá esquecer o direito e a magnanimidade de Deus.

Todo titulo terrestre é uma experiência transitória.

Somente os raros homens que sabem honrá-lo, como patrimônio emprestado pelo Pai, conseguem imprimi-lo no livro de sua vida eterna.

Semelhantes espíritos, porém, são escassos na face do mundo.

A maioria dos que recebem a dádiva não faz mais que conspurcá-la com o egoísmo e desenfreada ambição.
Eis porque, reconhecendo que todas as criaturas humanas permanecem em transito, Pedro as reúne na designação de forasteiros e peregrinos.
(Do livro "Levantar e Seguir", pelo Espírito Emmanuel, Francisco Cândido Xavier)

NOTA: O link abaixo contém a relação de livros publicados por Chico Xavier e suas respectivas editoras:


NO CAMPO DO DESTINO

Flor, borboletas, rosto, amigos são como flores cada um tem seu encanto por isso cultive-os 
NO CAMPO DO DESTINO
Emmanuel
Francisco Cândido Xavier
No tempo infinito, o “hoje” é o reflexo do nosso “ontem”, tanto quanto o “amanhã” será, como é justo, a projeção do nosso “hoje”.

Eis porque a estreita existência do espírito, no círculo da vida física, antes de tudo, vale por bendita oportunidade à renovação de si mesmo.

A reencarnação, por isso, não será tão-somente resgate de transgressões, mas ensejo de modificações das causas que criam o destino, com visitas à futura alegria da consciência redimida ao sol da imortalidade.
Todavia, para que o homem se valha de semelhante recurso na construção do porvir, é indispensável transforme a antiga conceituação que lhe rege os passos evolutivos, aceitando a responsabilidade de viver, segundo as Leis Divinas, que é o Infinito Bem por toda parte, convertendo a trilha que lhe é própria em estrada de amor para os que o cercam, de vez que estabelecendo a harmonia e a segurança, a paz e o reconforto para os outros, será fatalmente investido na posse da verdadeira felicidade.
Recebe, cada dia, por flama de luz que podes aproveitar no engrandecimento da vida que te rodeia.
Para isso, porém, recolhe os talentos da provação, do trabalho e da dor, à maneira da pedra, que encontra no martelo e no buril, que lhe dilaceram a forma, os instrumentos capazes de conduzi-la à condição de obra-prima que pode ser.

Auxilia sem esperar que te auxiliem, ama sem exigir que te amem, compreende sem aguardar a compreensão alheia, justifica o próximo sem a preocupação de seres justiçado, serve sem recompensa e, pouco a pouco, experimentarás em ti mesmo a grande transformação.

É que terás sublimado as causas de teu caminho e expulsado as sombras que te prendem às teias da vida humana, estarás refletindo, sem perceber, desde a Terra, o esplendor do Céu.

Cultiva o trabalho constante, o silêncio oportuno e a generosidade sadia e conquistarás o respeito, sem o qual ninguém consegue ausentar-se do mundo em paz consigo mesmo.
(Do livro "Alvorada do Reino", pelo Espírito Emmanuel, Francisco Cândido Xavier)
NOTA: O link abaixo contém a relação de livros publicados por Chico Xavier e suas respectivas editoras:http://www.institutoandreluiz.org/chicoxavier_rel_livros.html

Quero ser uma TV

Quero ser uma TV

Na sala de aula, a professora pediu aos alunos que fizessem uma redação e que nela expressassem, de alguma forma, o que gostariam que Deus fizesse por eles.
Já em casa, quando corrigia os textos dos alunos, deparou-se com uma que a deixou deveras emocionada.
Um choro sentido irrompeu sem que ela pudesse controlar.
Deixou tudo o que estava fazendo, sentou-se numa poltrona, ainda com a redação nas mãos, e ficou ali, pensativa, entre lágrimas.
O marido percebeu que alguma coisa estava errada, e entrou no escritório onde ela estava:
O que aconteceu, querida?
Ela, sem conseguir falar direito, passou a ele a redação e disse:
Lê... A redação é de um aluno meu.
O marido segurou a folha de papel e começou a ler:
Senhor, nesta noite, peço-te algo especial: transforma-me numa televisão.
Quero ocupar o espaço dela. Viver como a televisão da minha casa vive. Ter um espaço especial para mim e reunir a família ao meu redor.
Quero ser levado a sério quando falar. Ser o centro das atenções e ser escutado sem interrupções e perguntas.
Senhor, quero receber a mesma atenção que ela quando não funciona, quando está com algum problema.
Ter a companhia de meu pai quando ele chega em casa, mesmo que esteja cansado.
Que minha mãe me procure quando estiver sozinha e aborrecida, ao invés de me ignorar.
E ainda, que meus irmãos briguem para poderem estar comigo.
Quero sentir que minha família deixa tudo de lado, de vez em quando, para estar comigo.
Por fim, que eu possa divertir a todos.
Senhor, não te peço muito. Só te peço que me deixes viver intensamente como qualquer televisão vive!
Quando o marido terminou a leitura, estava incomodado.
Meu Deus, coitado desse menino! Que pais ele tem! – disse ele virando-se para a esposa.
A professora olhou bem nos olhos do marido e depois baixou-os, dizendo num sussurro:
Esta redação é do nosso filho...
*   *   *
Há tantas coisas que o mundo moderno nos oferece! Tantas opções para tudo, que ainda parecemos deslumbrados com esta realidade, como crianças ao adentrar numa imensa loja de brinquedos.
São tantas informações disponíveis, tantas distrações, tanto entretenimento ao nosso dispor...
Mas será que não estamos deixando de lado o mais importante? Será que sabemos o que é mais importante, o que procurar na vida?
Mediante esta constatação, será que a família não está sendo deixada em segundo plano?
Será que os relacionamentos não estão sendo vividos numa certa superficialidade confortável?
É tempo de pensar em tudo isso.
Não troquemos a brincadeira com um filho por um jornal televisivo. Não troquemos momentos de conversa amiga com os familiares por um capítulo de novela.
Aquele Reality Show não é mais importante do que o telefonema ao amigo, perguntando se está bem.
A vida em família é o grande alicerce da felicidade de todos nós. O resto é acessório. O resto... é resto.

Redação do Momento Espírita, com base em texto de autoria ignorada.
Em 25.11.2010.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

TRÊS ALMAS


TRÊS ALMAS
Mâncio da Cruz
Francisco Cândido Xavier
    Na antecâmara do Céu, três almas se reuniam, à espera do anjo da Passagem, que, por fim, veio atende-las no etéreo limiar.
    Uma em veste branca, outra em traje dourado e a última em roupagem escura.
    A primeira, ostentando nívea túnica, ataviada de linfas guirlandas, erguia a desassombrada cabeça e dizia sem palavras: - “quem mostrará maior pureza que a minha?”.
    O mensageiro acolheu-a com bondade e abriu-lhe a porta de acesso; contudo, ao transpô-la, como que aturdida por invisíveis raios, a entidade recuou, exclamando:
    - Não posso! Não posso!...
    Disparando interrogações ao vigilante fiscal, explicou-se este, afetuoso:
    - Realmente, envergas o manto lirial, mas o teu coração permanece pesado e escuro. A beleza de tua veste não representa virtude, porque te acovardaste ante a luta. Salvaste as aparências, à custa do suor alheio. Outros choraram e sofreram, para que te mantivesses na pureza externa. Volta ao mundo e santifica o vaso do sentimento.
    Adiantou-se a segunda entidade, exibindo dourada coroa na fonte. De aspecto grave, na bela túnica jalde em que se envolvia, pensava: - “quem saberá mais do que eu?”
    Do sagrado pórtico, no entanto, retrocedeu, com expressão de terror, e, fazendo perguntas ao anjo, dele ouviu novos esclarecimentos:
    - Mostras a glória do saber, mas o teu coração jaz inerte e enregelado. Adquiriste a palma da ciência; todavia, como pudeste esquecer o labor dos que padecem pela exaltação do bem? Torna à casa dos homens e acorda para a compaixão, para o auxílio e para a caridade.
    Logo após, a terceira aproximou-se hesitante, atendendo ao chamado que o emissário do alto lhe dirigia.
    Trazia a fronte humilhada e a vestidura coberta de lama e cinza. Abeirou-se, em lágrimas, do milagroso portal, exclamando consigo: - “Senhor, que será de mim?”
    Em se colocando, porém, à frente das forças que fluíam da abertura, claridade radiosa se fez em torno dela e o que era barro e fuligem transformou-se em luz que parecia nascer-lhe do peito, no imo do coração transformado em sol.
    A alma extática e venturosa partiu, demandando os resplandecentes cimos.
    E, porque as duas almas incapazes da subida lhe dirigissem novas inquirições, o funcionário angélico esclareceu:
    - Vimos agora um coração diligente na obra do amor universal. Aquele viajante, que ora se dirige para o Trono Eterno, veio até nós em condições que nos pareciam desfavoráveis; no entanto, a lama que lhe extravasava das mãos e dos pés, a nuvem de pó que lhe cobria o rosto e os braços, enegrecendo-lhe as vestes, eram os remanescentes da calúnia, da ironia, da maldade e da ingratidão que lhe foram atiradas na Terra por muitos e que ele suportou, com paciência, durante longo tempo, na obra da fraternidade entre as criaturas. As úlceras que se lhe abriram na alma ditosa, porém, transubstanciaram-se em pontos de sintonia com a luz celestial, que nele se inflamou, vigorosa e sublime, descortinando-lhe o caminho da imortalidade. Determina a justiça receba cada um de acordo com as suas obras.
    E enquanto o obreiro aprovado se elevava, célere, no Infinito, a alma branca e a alma dourada volviam ao mundo de matéria espessa, a fim de diplomarem, convenientemente, no aprendizado divino do “fazer e servir”.
(Do livro "Falando à Terra", pelo Espírito Mâncio da Cruz, Francisco Cândido Xavier)